
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila em Israel é injustificável e deve ser revista com urgência. A declaração foi feita após a detenção do brasileiro durante uma missão com destino à Faixa de Gaza.
Ávila foi preso no fim de abril ao participar de uma flotilha internacional que transportava ajuda humanitária. A embarcação foi interceptada por forças israelenses em águas internacionais próximas à Grécia, e os integrantes foram levados sob custódia.
Além do brasileiro, o ativista espanhol Saif Abu Keshek também foi detido. A maior parte dos demais participantes da missão acabou liberada posteriormente, enquanto os dois permanecem sob custódia das autoridades israelenses.
Em manifestação pública, Lula afirmou que a ação representa uma afronta ao direito internacional e demonstrou preocupação com a segurança dos envolvidos. O governo brasileiro, em articulação com a Espanha, cobra garantias de integridade física e a liberação imediata dos ativistas.
A declaração ocorre após a Justiça de Israel autorizar a prorrogação da prisão por mais alguns dias, o que intensificou a pressão diplomática e as manifestações em defesa dos detidos.
O caso mobiliza autoridades e organizações internacionais, ampliando o debate sobre ações militares em águas internacionais e o direito de missões humanitárias em áreas de conflito.