
Dois policiais militares foram mortos com disparos de fuzil na cabeça em um intervalo de apenas cinco dias no Rio de Janeiro, aumentando a preocupação com a violência enfrentada pelas forças de segurança no estado. As ocorrências aconteceram durante ações de patrulhamento e combate ao crime em comunidades da capital fluminense.
A vítima mais recente foi o sargento Adriano Pereira de Souza, de 36 anos, que morreu na manhã da segunda-feira (1º) após ser atingido durante uma operação na comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio. Integrante do 9º Batalhão da Polícia Militar, ele chegou a ser socorrido por helicóptero para o Hospital Central da corporação, mas não resistiu aos ferimentos.
Cinco dias antes, o subtenente André Luiz Cardoso Eccard, de 49 anos, também perdeu a vida após ser baleado na cabeça durante um patrulhamento na comunidade da Covanca, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. Segundo informações da polícia, criminosos em uma motocicleta abriram fogo contra a equipe. Outros policiais ficaram feridos na ação.
Dados do Instituto Fogo Cruzado apontam que, somente em 2026, 51 agentes de segurança foram baleados na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Desse total, 22 morreram e 29 ficaram feridos. Entre os policiais militares, já são 18 mortos e 23 feridos desde o início do ano.
Os números reforçam o cenário de risco enfrentado diariamente pelos profissionais de segurança pública em operações realizadas em áreas dominadas por organizações criminosas, especialmente em regiões onde o uso de armamento de alto poder de destruição tem se tornado cada vez mais frequente.
Com informações da Agência Brasil.
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