
Uma escultura de 11 metros dedicada ao Diabo, erguida em Taíba, litoral do Ceará, tem gerado intensas discussões sobre religião e liberdade de culto. O monumento foi construído dentro do templo Palácio Estrela Negra da Quimbanda, liderado pela sacerdotisa conhecida como Mãe Rainha das Trevas, e custou mais de R$ 100 mil, financiados com recursos próprios.
A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante informou que a obra seguiu todas as normas ambientais e urbanísticas, com licenciamento aprovado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente. Em nota, o município reforçou que respeita a liberdade de crença, direito garantido pela Constituição Federal.

Apesar da legalidade, a inauguração do monumento, realizada em julho durante os 29 anos da casa religiosa, provocou reações diversas. Nas redes sociais, a líder espiritual recebeu apoio de seguidores, mas também foi alvo de ataques preconceituosos. Ela afirma que vive em um país laico e pede respeito às práticas religiosas diferentes das majoritárias.
O episódio também trouxe à tona o estigma que ainda recai sobre a quimbanda, prática espiritual que cultua entidades como exus e pombagiras. Para seus adeptos, trata-se de uma tradição ancestral voltada à evolução espiritual, mas que segue marginalizada por parte da sociedade.
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