
Uma força-tarefa envolvendo órgãos de segurança, fiscalização ambiental e proteção indígena realizou uma grande operação na região de fronteira entre o Brasil e o Peru. A Operação Pachamama ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto, tendo como áreas de atuação Tabatinga, no Amazonas, e Islândia, em território peruano.
A mobilização reuniu agentes da Polícia Federal, Polícia Nacional do Peru, Força Nacional de Segurança Pública, Polícia Militar do Amazonas, Ibama e Funai. As equipes atuaram de forma integrada em ações terrestres, fluviais e aéreas, percorrendo uma área superior a 250 quilômetros.
Mais de 300 pessoas foram abordadas e fiscalizadas durante a operação, além de embarcações e cargas. No lado peruano, quatro serrarias também passaram por fiscalização. No local, foram encontradas 408 toras de madeira, totalizando aproximadamente 315,44 metros cúbicos, além de 30.884 pés-táblicos. Peritos da Polícia Federal recolheram amostras para verificar a origem do material.
As ações também alcançaram áreas de garimpo e regiões de desmatamento. Ao todo, foram inutilizadas oito dragas, sete motores estacionários, um barco pesqueiro, uma baleeira metálica e uma voadeira. Cerca de 2 mil litros de diesel também foram retirados de circulação.

Entre os materiais apreendidos estavam uma motosserra, duas espingardas, 550 gramas de mercúrio, uma draga de areia e equipamentos utilizados nas atividades fiscalizadas. Também foram recolhidas 133 toras de madeira, equivalentes a cerca de 21 metros cúbicos.
Durante as ações, os agentes ainda apreenderam R$ 560 mil em espécie e 21 aparelhos celulares novos que estavam sem documentação fiscal. O trabalho de fiscalização ambiental resultou no embargo de 126 hectares e na aplicação de mais de R$ 560 mil em multas.
A Operação Pachamama foi coordenada pelo Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia), com apoio da representação da Polícia Federal no Peru.
A iniciativa faz parte da estratégia de cooperação entre Brasil e Peru para fortalecer o combate a crimes transfronteiriços, atividades ilegais na região amazônica e infrações ambientais, além de ampliar a proteção dos territórios indígenas.