
A morte da brasileira Manal Jaafar, de 47 anos, e de seu filho Ali Ghassan Nader, de 11, em um bombardeio israelense no sul do Líbano, reacendeu o alerta sobre a escalada de violência na região. O marido de Manal, o libanês Ghassan Nader, também morreu no ataque ocorrido no último domingo (26).
Segundo o jornalista Ali Farhat, amigo da família, o caso reflete a rotina de medo enfrentada por civis libaneses. “O Líbano já perdeu mais de 2,5 mil vítimas, a maioria civis. Não há ponto seguro no país”, afirmou. Ele classificou os ataques como um “massacre” e disse que Israel tem bombardeado casas, mesquitas e cemitérios.
A família, que viveu por 12 anos no Brasil, havia retornado ao Líbano em busca de estabilidade. O casal era conhecido na comunidade libanesa de Foz do Iguaçu (PR), onde participava de eventos culturais e humanitários. “Ghassan era um intelectual e ativista social, querido por todos”, lembrou Farhat.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o ataque ocorreu no distrito de Bint Jeil, região que tem sido alvo frequente de bombardeios. O governo brasileiro lamentou as mortes e acompanha o caso por meio da embaixada em Beirute.
A jornalista Melina Manasseh, da Federação Árabe da Palestina no Brasil, afirmou que a ocupação israelense no Líbano segue o mesmo padrão observado na Palestina. “Infelizmente, não é a primeira vez que brasileiros são vítimas dessa política bélica”, disse.
O episódio reforça o impacto da guerra sobre civis e o desafio das comunidades libanesas e palestinas em manter esperança diante da violência.
Com informações da Agência Brasil