
A Justiça de Israel decidiu prolongar por mais dois dias a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila, que foi interceptado ao participar de uma missão humanitária com destino à Faixa de Gaza. A decisão foi tomada no domingo (3), após audiência judicial no país.
Ávila integrava uma flotilha internacional formada por dezenas de embarcações e cerca de 175 ativistas, que tentavam levar ajuda humanitária ao território palestino. O grupo foi interceptado por forças israelenses ainda em águas internacionais, nas proximidades da Grécia.
Além do brasileiro, um ativista espanhol-palestino também teve a prisão prorrogada. Ambos foram transferidos para Israel, onde permanecem sob custódia e devem passar por novos interrogatórios.
Segundo autoridades israelenses, os dois são investigados por suposta ligação com organização considerada ilegal pelo país. Já representantes da defesa e governos estrangeiros contestam a legalidade da detenção, afirmando que a abordagem ocorreu fora do território israelense.
A ação provocou repercussão internacional. Brasil e Espanha manifestaram preocupação com o caso e pediram esclarecimentos às autoridades israelenses, enquanto organizações de direitos humanos acompanham a situação e denunciam possíveis irregularidades na prisão.
A expectativa é que uma nova audiência ocorra nos próximos dias, enquanto a situação segue sendo monitorada por autoridades diplomáticas e entidades internacionais.