
Nesta segunda-feira (25), celebra-se o Dia da África, em um momento em que o continente se destaca pela busca de progresso e maior protagonismo internacional. A ascensão da China como potência econômica tem sido decisiva nesse processo, consolidando o país asiático como principal parceiro comercial da África há mais de 17 anos.
Em 2024, o comércio entre China e África movimentou US$ 295 bilhões, crescimento de 6% em relação ao ano anterior. Além disso, em 2025, o continente liderou os investimentos da Nova Rota da Seda, recebendo mais de US$ 61 bilhões, especialmente em projetos de infraestrutura e energia. Países como Nigéria e República do Congo figuraram entre os maiores beneficiados.
Especialistas apontam que a presença chinesa é vista como mais vantajosa em comparação às potências ocidentais, por oferecer maior autonomia às lideranças africanas na definição de prioridades. Projetos como o Parque Industrial PK24, na Costa do Marfim, exemplificam essa cooperação, ao agregar valor à produção local de cacau e ampliar a inserção africana na cadeia global.
Além da China, a Rússia também tem ampliado sua atuação, sobretudo em energia nuclear e elétrica, enquanto os Estados Unidos buscam competir em áreas estratégicas como minerais críticos e infraestrutura ferroviária.
A União Africana (UA), criada em 2002 e sediada na Etiópia, reforça esse movimento de integração e soberania. A entidade lançou a Agenda 2063, que prevê a criação de um mercado comum e investimentos em logística para fortalecer a economia interna. A entrada em vigor da Zona de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA), em 2021, já reduziu tarifas e estimulou o comércio entre países africanos.
Com 1,5 bilhão de habitantes, sendo 60% abaixo dos 25 anos, a África desponta como um continente jovem e estratégico, capaz de moldar o futuro da economia mundial.
Com informações da Agência Brasil